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A única primeira-dama bacana que eu vi se foi.

Ruth Correa Leite Cardoso (19.07.19030 / 24.06.2008)

Aos 39 anos de idade, lembro-me de começar a ter alguma idéia sobre política, autoridades etc., quando tinha uns 9, 10 anos. A primeira primeira-dama que me vem à mente é Dulce Figueiredo, esposa do já finado e então presidente-general João Baptista Figueiredo (1979-1985), uma perua que, dizem as más línguas, dava mais que chuchu na cerca – e não para o marido. Over, espalhafatosa e deselegante, era péssima. Depois veio a mulher do Sarney, cujo nome não me recordo. Em termos de realizações, acho que nunca fez nada digno de nota. Aí, veio outra perua, a dentuça e cafona Rosane Collor, mulher do mega-picareta que assumiu a presidência em 1990. Aí, veio Dona Ruth, uma mulher que mandou bem em praticamente tudo o que decidiu fazer. Doutora em Antropologia pela USO, fez pós-doutorado na Universidade de Columbia (NY) e foi professora no exterior. No mandato do marido (1995-2002), fundou o projeto Comunidade Solidária e fazia parte do conselho de uma ONG que deu continuidade aos projetos que iniciou durante a gestão FHC. Isso sem falar que era uma das maiores referências sobre antropologia no Brasil e foi autora de diversos livros. Teve, ao menos, uma boa morte, pois foi tudo muito rápido. Hoje, temos Dona Marisa no Palácio do Planalto. OK, ela tem origem humilde, mas por acaso faz alguma coisa além de gastar dinheiro público no cabeleireiro e ficar plantada ao lado do marido? É isso. É um vaso colorido. E só.



Escrito por Alessandro Pinesso às 16h26
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Domingão SPFW Verão 2008/2009. Cobertura incompleta, como sempre.

Um dos vários painéis de inspiração japonesa na decoração. Foto: Alessandro Pinesso

Um ano depois, estamos de volta à SPFW. E, novamente, num domingão. Neste ano, com uma novidade: Andar com quem tem crachá de imprensa é uma mão na roda (leia-se minha irmã e o amigo, Didi). Evitamos a fila da entrada. Entramos em vários lounges para ver o movimento e, de quebra, tomar uma ou outra taça de prosecco. Com o tal crachá, entra-se em qualquer lugar, exceto nos desfiles, onde ele, sozinho, não basta. É preciso ter o convite. Mas, enfim, vamos ao ambiente. Desta vez, a inspiração partiu do centenário da imigração japonesa, o que rendeu belos painéis (vide foto). E duas exposições: uma de quimonos tradicionais e outra com looks de estilistas consagrados, como Kenzo, Issey Miyake, Comme des Garçons, entre outros, ao lado de jovens talentos oriundos das escolas de moda nipônicas. Muito interessante contrapor o universo do Japão tradicional com a vanguarda da moda. Os orientais, apesar de sutis, vão muito além do óbvio e propõem novos recortes, volumes e estruturas nas roupas, com algumas peças que podem ser consideradas obras de arte.

Nesta edição, fomos novamente como convidados de Mário Queiroz, que fez um desfile de moda masculina inspirado na optical art, principalmente no trabalho do grande Jesús Soto. O resultado agradou muito, com tons de cinza, branco, preto e amarelo. Até dourado entrou na composição e ficou bom, coisa que me surpreendeu, já que não sou muito adepto desta cor. Gostei muito de um sobretudo branco e de um paletó que parece de smoking, preto com as linhas da gola bem destacadas em branco. Visual para fechar o tempo em qualquer lugar...rs. O que eu acho que não adianta muito apostar são os shorts curtos demais. Não tem jeito, fica muito gay. De repente, quando chegarem às araras da loja, talvez ganhem uns centímetros adicionais e fiquem mais usáveis.

Como sempre, as mulheres mais bonitas do lugar estavam longe das passarelas. É um desfile de mulher bonita de todos os estilos, tamanhos, raças e cores. E muitas figuras exóticas. Desta vez, a repórter oriental esquisitíssima e feíssima (falei dela nas outras edições) não deu as caras. Na primeira fila do desfile do Mário, estava a socialite Marina de Sabrit e o maridão. Agora há menos gente de calça skinny (ainda bem), já que a coisa estava ficando padronizada demais. Há os que entram ali não se sabe como e tiram fotos de tudo, como os turistas japoneses de décadas atrás. E, claro, os famosos e o chamado “efeito mariposa”, atraindo as luzes e os flashes das câmeras. Talvez pelo domingo ou pelo frio ou pelo fato de não ser mais novidade, vi menos carão, menos gente metida. Isso é bom. Ah, e antes que alguém pergunte, não vi a Gisele. Saí antes dela chegar...rs.



Escrito por Alessandro Pinesso às 12h05
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